Nos trilhos da Estação Santa Isabel a Estação Viana

Em 1910 a estação teve o nome alterado para Germânia, pois havia outra estação com o mesmo nome de Santa Isabel – esta outra seria a de Santa Isabel do Rio Preto

Caminhada nos trilhos da Estação Santa Isabel passando pela parada do Jucu, posto telegráfico da Pedra do Vento e finalmente estação Viana.


Saímos da Estação Ferroviária, local de partida, por volta das 7:00 da manha com um trajeto de 24km com muitas risadas, belas paisagens,

bons papos, animais silvestres, como uma cobrinha verde. uma jiboia que encontramos, frutas e um celular quebrado diga-se de passagem com menos de 2 meses de uso.

Um pouco de historia a estação de Santa Isabel (existe alguns locais registros com S e com Z vamos adotar o S de acordo com informação da prefeitura de Domingos Martins) foi inaugurada em 1900 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Ficava então no município capixaba do mesmo nome (Domingos Martins anteriormente era chamado de Santa Isabel).

A pedido da Leopoldina, que já administrava a linha na época, em 1910 a estação teve o nome alterado para Germânia, pois havia outra estação com o mesmo nome de Santa Isabel – esta outra seria a de Santa Isabel do Rio Preto, da V. F. Sapucaí, mais tarde, da RMV, no Estado do Rio de Janeiro. O novo nome foi dado somente à estação e homenageava a grande colônia alemã que povoava a cidade então.

Finalmente, em 18/10/1917, passou a chamar-se Domingos Martins, também a pedido da Leopoldina – provável consequência da guerra de 1914-18. Em 1921, o município passou a também ter o nome da estação, homenagem a um capixaba de nome Domingos José Martins (1781-1817) que combateu e foi fuzilado na revolução pernambucana de 1817.

A parada do Jucu foi inaugurada em 1900 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Os ferroviários chamaram ‘Cinquenta e Nove’, porque estava a 59 km de Matilde. Ao que entendi a parada Jucu funcionava como um ponto de reabastecimento infelizmente existe apenas uma laje no local da construção que deveria existir na época. (carece de mais informações, caso você esteja lendo e tenha comente)

A parada do Jucu foi inaugurada em 1900 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Os ferroviários chamaram 'Cinquenta e Nove' Click To Tweet

Hoje a usina esta sob responsabilidade da EDP Excelsa. Acredito que ainda existe muita coisa da usina original. (carece de mais informações)

Entrada do túnel Pedra do Vento no sentido Estação Viana x Estação Santa Isabel

O posto telegráfico de Pedra do Vento não tem a data de inauguração conhecida. Sabe-se apenas que o Relatório da RFFSA/EFL de 1971 diz que “foi fechado em caráter definitivo o posto de Pedra do Vento em 1/6/1971“. Nele deveria, portanto, haver um pequeno prédio no qual ainda existe alguns vestígios.

“Se vive uma vida comum, só terá histórias comuns.”
“Precisa viver uma vida de aventuras.”

A estação de Viana foi inaugurada em 1895 pela E. F. Sul do Espírito Santo.
Mais tarde, foi incorporada à linha do Litoral da E. F. Leopoldina, ligada ao Rio de Janeiro e Niterói.
Por algum tempo, nos anos 1960, a estação foi chamada de Jabaeté, retomando seu nome original depois.

A estação em 2013 servia como museu. Nesse mesmo ano, dela saía um trem turístico que seguia até a estação de Marechal Floriano. Em 2017, esse trem não existe mais.

HISTÓRICO DA LINHA: O que mais tarde foi chamada “linha do litoral” foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói x Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé x Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos x Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.

Fonte das informações: Estações Ferroviárias do Brasil

Dica: Esta linha ainda esta ativa portando existe a possibilidade de encontrar cargueiro descendo ou subindo cuidado. Neste trajeto não tem nem um pontilhão grande mas requer atenção caso ocorra algum acidente o resgate é complicado não tem sinal de telefonia na região.

Percurso foi gravado por Fabiani Littig

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